quinta-feira, 7 de abril de 2011

Publicação na veja


A Religião Verdadeiramente Perseguida é o Cristianismo

QUINTA-FEIRA, 7 DE ABRIL DE 2011

Por Reinaldo Azevedo
Colunista da revista Veja
Em 4/04/2011
No seu blog 

Os nazistas capturavam vilarejos na Segunda Guerra e transformavam os civis em reféns. A cada soldado alemão morto no conflito, podiam executar, sei lá, cem civis. Mas nem eles matavam pessoas sob o pretexto de que o Mein Kampf tinha sido vilipendiado… É claro que estou fazendo uma ironia macabra! É para ver se certos cérebros  ligam nem que seja no tranco! É inacreditável— ou melhor: é acreditável, mas é espantoso! — que delinqüentes intelectuais no Ocidente responsabilizem dois pastores ,  que queimaram um exemplar do Corão no EUA, pelos atentados terroristas no Afeganistão!

Com raras exceções, a imprensa ocidental teve a moralidade seqüestrada pela lógica do terrorismo islâmico. É um troço escandaloso! Durante a “revolução egípcia”, a chamada “Primavera Árabe”, que leva Arnaldo Jabor ao delírio, igrejas foram queimadas, cristãos foram assassinados pelo simples fato de… serem cristãos!, casas foram invadidas. Procurem saber o que a imprensa noticiou a respeito. Quase nada!

Atenção! Há, sim, uma religião perseguida no mundo hoje. É o cristianismo! A quase totalidade de mortes em razão de perseguição religiosa se dá contra cristãos: na Nigéria, no Sudão, na Indonésia, em quase todos os países árabes, sejam eles aliados do Ocidente ou não. Há quase dois milhões de filipinos católicos trabalhando na Arábia Saudita, fazendo o serviço que os nativos se negam a fazer. Estão proibidos de cultuar sua religião. A transgressão é considerada um crime grave. Na Nigéria, no Sudão ou na Indonésia,  não se queimam exemplares da Bíblia, não; queimam-se pessoas mesmo!

Ninguém dá a menor pelota porque, afinal, o cristianismo é considerado uma religião ocidental — o que, diga-se, chega a ser uma outra burrice histórica; está fora das “vítimas influentes”. Até a minoria Bahá-í, no Irã, tem mais prestígio. Quando digo “até”, não é para subestimar ninguém. A questão não é qualitativa, mas quantitativa. São milhões os cristãos submetidos ao regime de terror, sem que isso comova os “defensores da humanidade”. Parece que o cristianismo não merece nem o olhar caridoso nem o militante.

Não obstante, em nome da “tolerância” religiosa, os nossos “pensadores” eximem de seus próprios crimes os facínoras afegãos que saem degolando a primeira coisa que se mova — desde que estrangeira — para protestar contra a “violação” de seu livro sagrado.

A que se deve isso? Por incrível que pareça, a esquerda antiamericana, antiocidental, vê no islamismo uma espécie de aliado, ainda que regimes fundamentalistas, ainda que os comunas sejam os primeiros a ir para a forca quando os regimes  fundamentalistas se instalam. Os esquerdistas ainda não perceberam que só a democracia ocidental, que eles adoram odiar, garante-lhes a devida segurança para que possam tentar destruir a… democracia ocidental.

De resto, detesto gente covarde! E covardes protestam contra a queima de exemplares do Corão nos Estados Unidos. Os realmente corajosos vão protestar contra a queima de Bíblias em Cabul!!

Nota minha:  Coisa rara em nossos dias é ver a imprensa se posicionar a favor da igreja cristã. Quando isso acontece, merece destaque. O site Portas Abertas  elogiou  este artigo e faço o mesmo como forma de apoio.

A Palavra do dia.


Dissensão ?

Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?(1Co 3:4)

Dissensão – é o mesmo que desacordo ou discordância, divergência de posições filosóficas que afasta de forma progressiva as pessoas que pensam ao contrario; e ainda individuo que se converte a uma outra doutrina ou forma de pensar. A dissensão é o produto do egocentrismo religioso da maior parte de seus membros.No livro de Gênesis 4:1-10 conta-nos uma história que parece se repetir em nossos dias. O texto diz que Abel foi pastor de ovelhas e Caim, lavrador. Caim apresentou ao Senhor a sua oferta, produto de seu trabalho, a agricultura. Da mesma forma, Abel, que era criador de ovelhas, trouxe também a sua oferta. Abel ofereceu de suas primícias e que o Senhor se agradou de sua atitude e de sua oferta, mas rejeitou a oferta de Caim. Esta rejeição não é atribuída ao tipo de oferta, mas a uma atitude pessoal discernida por Deus. O que Deus estava vendo era à atitude do serviço. E a sua atenção em trazer o melhor para o Senhor.Alguns servos valorosos têm essa mesma atitude de Abel, oferece um serviço que é uma oferta de suas primícias, do seu empenho e dedicação, demonstrando que reconhecem que nada é seu e que tudo provém de Deus.Outros porém, sem percepção, acabam por servir e ofertar como se estivessem dando algo seu e esperando um “merecido” reconhecimento de aceitação e, ou gratidão por parte de Deus. Seus planos acabam por ser colocados acima do reconhecimento a Deus e até do amor ao próximo. No afã de realizar seus desejos, acabam por prejudicar vidas familiares,.... e no contexto há destruição, desonestidade, mentiras, manipulação de pessoas, partidarismo, rivalidade, ódio, egoísmo e outras coisas que desagradam a Deus, e acabam ainda tentando provar que o serviço que prestam ao reino de Deus esta sendo aceito pelos resultados aparentemente espirituais. Outros garantem que o seu louvor é melhor e mais importante que o trabalho do seu irmão.Todos nós somos importantes no serviço ao Senhor. Lembremos que num corpo a cabeça não pode se vangloriar por estar acima dos demais membros do corpo pois precisa do corpo para se apoiar, como também não podemos desconsiderar o (s) dedos dos pés pois são eles apóio do corpo para andar.Somos o corpo espiritual de Cristo e segundo as palavras do Senhor Jesus Cristo, nós sempre devemos estar prontos para a “concordância” (encontro de corações), visando sempre o perdão do ofensor. Ou seja, nós sempre devemos estar “concordes para o perdão”. É exatamente isso que Ele nos diz: “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer cousa que porventura pedirem, ser-lhe-á concedido por meu Pai que está nos céus.”Veja então o porquê de muitas vezes pedirmos e não recebermos. Temos uma tendência natural de discordar e ainda a levar outros para nossa linha de pensamento. Daí causamos dissensão, fugimos da concordância, não nos lembramos do amor que somos devedores uns para com os outros. Querer se justificar é querer deixar o seu próximo na retaguarda. Muitas coisas se explicam mas não se justifica, pois quem pode nos justificar é o Senhor. Ele sim nos justifica e nos santifica, não so a nossa mente como também o nosso corpo que é o templo e morada do Espírito Santo.Uma pessoa com o espírito de discórdia está tão tomada de seus desejos pessoais e ambições que para ela a pureza, a paz e a santidade da igreja podem ser sacrificadas e nenhum de nós está imune contra a tentação de transformar a popularidade em orgulho, os elogios em transigência, o talento em tirania, as habilidades em vantagem e as aptidões em suposta superioridade. Daí porque devemos fazer um auto-exame: Jesus vive verdadeiramente em mim? Estou “preservando” a unidade do Corpo de Cristo, (Ef. 4:1-3)? Ou estou contribuindo para a dissensão ou partidarismo dentro da Igreja-Corpo de Cristo? Ou ficaremos com o mundo ounos posicionaremos como manda a palavra. . . . nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Filipenses 2:1-4). A discórdia, a dissensão e as facções não podem ter sucesso num ambiente desse.“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”, (1 Co. 10:31).

A Relação entre Soberania Divina e Responsabilidade Humana




           
   Quanto à questão da soberania de Deus, as escrituras mostram de forma clara que Deus é soberano em escolher e eleger os seus (Rm 9:14-33). Ele tem misericórdia e se compadece de quem ele quer e como lhe apraz, inclusive endurecendo corações (v 18), sua soberania é indiscutível porque ele é o Deus todo poderoso e soberano sobre toda a criação. Tanto o homem como todas as coisas que foram criadas têm como propósito glorificar o Deus de toda a eternidade porque tudo foi feito por ele e para ele, portanto ele é indiscutivelmente soberano para escolher quem ele quer.
Um ponto importante que devemos considerar é a posição calvinista de que o homem após a queda ficou impossibilitado de tomar qualquer decisão quanto ao seu destino eterno. Nesta questão existem duas escolas com pensamentos bem diferentes uma da outra.
A primeira é a escola calvinista que defende a doutrina da eleição e predestinação com a ação exclusiva de Deus. Essa posição é defendida pela ala mais conservadora do calvinismo.

A segunda é a escola arminiana defendendo a contribuição do homem na escolha de dos eleitos de Deus. Essa posição apesar de ter certa aceitação por parte dos estudiosos da bíblia tem pouca base escrituristica.
Entendemos que o assunto deve ser analisado com paciência e humildade, pois ambas são escrituristicas. Como já dissemos a soberania de Deus é indiscutível, mas algumas questões precisam ser colocadas aqui.

Primeiro como Deus pode escolher a uns e desprezar a outros? Seria pela sua presciência, sabendo quem haveriam de aceitar a Cristo (arminianismo) ou pela sua soberania escolhendo quem ele quer (calvinismo).
Segundo, e o que dizer do caso de faraó onde as escrituras nos informam que num momento Deus endurece o coração de faraó, mais adiante faraó por sua vontade endurece o coração (êxodo 9; 12; 8:15). O texto é complexo e nos leva a um grande paradoxo. No entanto podemos tomar as duas posições e entende-las como escrituristicas e formar uma linha de pensamento. Fica claro, portanto que Deus é soberano e que tem os seus escolhidos desde a fundação do mundo, no entanto as escrituras anuncia a todos os homens que se arrependam e se convertam dos seus maus caminhos (Mt 4:17;Mc 1:15;At;2:38;At:17:30) estes textos e outros, nos leva a crer que Deus requer responsabilidade humana.
Soberania e responsabilidade humana se relacionam simplesmente pelo fato de que Deus em sua soberania age no coração do homem levando-o ao arrependimento. Nesse ponto de vista, a soberania de Deus e a responsabilidade humana se misturam sob o controle soberano de Deus.
Concluímos que a maneira mais equilibrada de definir essa relação é entender ambas as posições como escrituristicas, como linhas que correm paralelamente visto que as duas são verdades bíblicas.

A Palavra do dia.


A História de um Pai e de um Filho


 Havia um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e o seu comportamento eram uma decepção para seus pais que sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido. Um belo dia, o bom pai lhe propôs um acordo:
- Se você, meu filho, mudar seu comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular para a Faculdade de Medicina, lhe darei então um belo carro de presente... Por causa desse carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar.
Mas, o pai, embora feliz, ainda tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversa sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel e isso poderia ser um mal sinal. O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o grande dia chegou. Tinha sido aprovado para o curso de Medicina. Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração. O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel prometido.
Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou às mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote e, para sua surpresa, havia ali "apenas" uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado com o pai, e nada mais disse. A partir daquele dia, o silêncio e a distância separaram pai e filho. O jovem se sentia traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Raramente mandava noticias para a família.
O tempo passou, ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital e se esqueceu completamente do pai. Em todo esse tempo, as tentativas do pai para reatar os laços sempre foram em vão. Até que um dia o pai, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu e veio a falecer.
No enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, aquela Bíblia que tinha sido o último presente do pai, e que ele havia deixado para trás. De volta à sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro dele. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia:
-"Meu querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que você escolha o carro que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: A Bíblia Sagrada. Nela aprenderás o Amor de Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência".
Agora, corroído pelo remorso, o filho cai em profundo pranto. E a carta ainda finalizava assim:
- "Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. Isso leva a erros terríveis e a um fim ainda pior. Antes que seja tarde, perdoe aquele a quem você pensa ter lhe feito mal. Talvez se olhar com cuidado, vai ver que há também um cheque escondido."

Fonte: internet

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Martin Lutero


As 95 Teses de Martinho Lutero

Em 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg 95 teses que gostaria de discutir com os teólogos católicos, as quais versavam principalmente sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé.
Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. padre Martinho Lutero, o que segue.
Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito.

Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1ª Tese
Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos...., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.
2ª Tese
E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.
3ª Tese
Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.
4ª Tese
Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.
5ª Tese
O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª Tese
O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.
7ª Tese
Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.
8ª Tese
Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese
Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema
10ª Tese
Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese
Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.
12ª Tese
Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese
Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese
Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese
Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese
Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese
Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese
Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese
Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.
20ª Tese
Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.
21ª Tese
Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.
22ª Tese
Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese
Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.
24ª Tese
Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
25ª Tese
Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d'almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.
26ª Tese
O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
27ª Tese
Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.
28ª Tese
Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.
29ª Tese
E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.
30ª Tese
Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.
31ª Tese
Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
32ª Tese
Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33ª Tese
Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
34ª Tese
Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.
35ª Tese
Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36ª Tese
Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37ª Tese
Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38ª Tese
Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.
39ª Tese
É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.
40ª Tese
O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.
41ª Tese
É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.
44ª Tese
Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
45ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.
46ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
47ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada
48ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
49ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
50ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.
52º Tese
Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.
53ª Tese
São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.
54ª Tese
Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.
55ª Tese
A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.
56ª Tese
Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.
57ª Tese
Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
58ª Tese
Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.
59ª Tese
São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.
60ª Tese
Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.
61ª Tese
Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.
62ª Tese
O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63ª Tese
Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
64ª Tese
Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.
65ª Tese
Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
66ª Tese
Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67ª Tese
As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
68ª Tese
Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª Tese
Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-
70ª Tese
Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.
71ª Tese
Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
72ª Tese
Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
73ª Tese
Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
74ª Tese
Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.
75ª Tese
Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.
78 ª Tese
Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.
77ª Tese
Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.
78ª Tese
Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.
79ª Tese
Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.
80ª Tese
Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.
81ª Tese
Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.
82 ª Tese
Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima' caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?
83ª Tese
Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto' ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?
84ª Tese
Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?
85ª Tese
Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?
86ª Tese
Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?
87ª Tese
Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?
88ª Tese
Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.
89ª Tese
Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?
90ª Tese
Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91ª Tese
Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.
92ª Tese
Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.
93ª Tese
Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.
94ª Tese
Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.
95ª Tese
E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.

Fariseu eSaduceu


                             Os Saduceus

Os saduceus formavam outro grupo proeminente de judeus na Palestina entre os séculos II a.C. ao I d.C. . Não se sabe ao certo a origem da palavra saduceus. Alguns crêem que vem do hebreusaddiqim, que significa íntegro ou derivado de Zadok, nome do mais importante sacerdote durante o reinado de Davi (1 Reis 1:26). Organizaram-se no período da dinastia asmonéia, momento de prosperidade política e econômica. Eles eram um grupo formado pela elite, principalmente proveniente das famílias da alta hierarquia sacerdotal. Provavelmente era menor, mas mais influente que os fariseus. Sua influência, porém, era sentida sobretudo entre os grupos governantes ricos. 

Seguiam somente as leis escritas, presentes na Bíblia hebraica (Torah), e rejeitavam as tradições mais novas. Não acreditavam em vida depois da morte (Mc. 12:18-27; C. 20:27); em anjos ou espíritos (Atos 23:8) e na Providência Divina. Eram altamente ritualistas e só aceitavam os cultos realizados no Templo, onde acreditavam que Deus estava. Possuíam um papel preponderante no Sinédrio e controlavam as atividades e riquezas do Templo (Atos 4:1; 5:17; 23:6).

Rejeitaram os ensinos dos fariseus, especialmente as tradições orais e as tradições mais novas. Além dos fariseus, rivalizavam com os herodianos, porém, eram simpáticos à romanização e à helenização. Os Evangelhos os retratam freqüentemente junto com o fariseus como oponentes de Jesus (Mt. 16:1-12; Mc. 18:12-27). Com a destruição do templo e o efetivo domínio romano, esta seita acabou por desaparecer. 


 

                                   Os Fariseus

Os fariseus formavam um grupo ativo, numeroso e influente na Palestina desde o século II a.C.. O termo Fariseu provavelmente significa, em hebreu “separado”, e se refere à observância rígida das leis e tradições por parte dos membros do grupo (Lc. 18:10-12). Seus líderes eram chamados de rabinos ou professores, tal como Gamaliel, já que se dedicavam a estudar e comentar as escrituras (Atos 5:34; 22:3).

Os Fariseus aderiram e defendiam a observância rígida do sábado sagrado, dos rituais de pureza, do dízimo, das restrições alimentares, baseando-se nas Escrituras hebraicas e em tradições orais mais recentes (Mc. 7:1-13; Mt. 15:1-20). Se opunham à romanização e à helenização. Seus maiores rivais políticos e religiosos foram, durante muito tempo, os Saduceus, principalmente devido a postura pró-roma deste grupo. Esta rivalidade, contudo, não os impedia de unirem-se em alguns momentos em que os objetivos faziam-se comuns.

Em sua maioria, os fariseus eram leigos, ainda que entre eles fossem encontrados alguns levitas e membros do Sinédrio (Atos 5:34). Consideravam-se sucessores de Esdras e dos primeiros escribas. Eram os freqüentadores das sinagogas e buscavam divulgar a interpretação da Lei escrita e oral.

Em contraste com os Saduceus (Mc. 12:18-27), os Fariseus acreditavam na ressurreição dos mortos, no livre arbítrio do homem, na onipresença de Deus, no papel da Lei como um freio para os impulsos negativos dos homens (Atos 23:1-8). Os Evangelhos os retratam como os principais oponentes de Jesus (Mc. 8:11; 10:2) e que teriam conspirado junto com os herodianos para matá-lo (Mc. 3:6). Não obstante, Jesus dirige algumas críticas severas contra a hipocrisia e cegueira dos Fariseus (Mt. 23; Jo. 9). Contudo, em termos teológicos, cristãos e fariseus concordavam em alguns aspectos, o que explica o grande número de fariseus que acabaram por tornarem-se cristãos (Atos 15:5). Paulo, antes de converter-se ao cristianismo, era um fariseu (Fil. 3:5; Atos 23:6; 26:5).

Mesmo após a Guerra Judaica, os fariseus permaneceram ativos. Como dentre as seitas de então, não foi eliminado, passou a dirigir o Judaísmo e a rivalizar com os cristãos.

A Palavra do dia.



Depressão tem Cura?

O Caminho da Cura
 
Mesmo que você não esteja sofrendo de depressão, talvez esteja sendo preparado para ajudar alguém próximo que vai passar ou já apresenta este problema. Afinal, a alegria, o encorajamento, o aconselhamento e uma boa companhia muito contribuem no processo de tratamento do coração deprimido.

Por isso, em tempos de crise, Deus sempre envia alguém para nos ajudar. Ele nunca nos deixa desamparados ou sozinhos. Então, permita que o Senhor o use como um canal de bênção para as pessoas que estão mergulhadas na angústia profunda e no charco de lodo da depressão.

Porém, se os sintomas dessa doença estiverem manifestos na sua vida, é sinal de que você está seguindo a rota da depressão. Então, não se deixe dominar por sentimentos de pessimismo, ressentimento e indignação. Se quiser vencer a depressão tem de aprender a valorizar a sua vida, a levantar a sua autoestima e a crer em Deus. Você deve buscar a ajuda de um médico e submeter-se a um tratamento clínico, sem jamais deixar de recorrer ao Médico dos médicos e de contar a Ele os pensamentos que povoam a sua mente e os sentimentos que tomaram conta de seu coração.

Lembre-se das palavras do Senhor no Salmo 50.15: Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.

Atente para o que orienta o salmista: Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado (Salmo 55.22).

Deus está passando com você por esse túnel escuro da depressão. Nunca se esqueça de que Ele não o abandonou; antes, está contemplando você com os Seus olhos de chamas de fogo. Ele lhe diz:

Pode a mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti. Eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado.                                                                 
Isaías 49.15,16

Tu, a quem tomei desde os confins da terra e te chamei dentre os seus mais excelentes e te disse: tu és o meu servo, a ti te escolhi e não te rejeitei; não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.
Isaías 41.9,10

O Senhor o ama. Ele sabe quem é você e conhece o seu problema. Tem poder para curar qualquer enfermidade, pois para Ele nada é impossível.

O mesmo Deus que cuidou de Elias quer falar com você neste momento. Se está desanimado, abatido e angustiado ou pensa que não tem mais jeito e chegou ao fim de sua vida, repouse, alimente-se, deposite sua fé no Senhor e procure uma ajuda terapêutica para diagnosticar seu caso e indicar o melhor tratamento. Faça a sua parte, e confie que Deus fará a dele, o impossível, para abençoá-lo.

Talvez você esteja angustiado há tanto tempo, porque nunca orou ao Senhor, contando o motivo de sua angústia. Você precisa desabafar, dizer a Ele: "Senhor, estou deprimido, porque o meu cônjuge me abandonou", ou "porque o meu filho é ingrato e só tem feito bobagens", ou "porque o meu melhor amigo me traiu". Não remoa os fatos ruins do passado. Em vez disso, conte a Ele o que você está sentindo.

O seu passado pode ter muitas marcas que o levaram a este quadro depressivo, mas o seu futuro está intacto. Construa-o, então, com a ajuda de Deus.

Siga o exemplo de José, que não ficou se lamuriando, porque foi vendido por seus irmãos. Ele poderia ter reclamado por causa das injustiças sofridas na casa de Potifar: "Está vendo o que é que Deus permitiu que fizessem comigo? Eu permaneci fiel à Sua Palavra, resisti aos assédios da mulher de Potifar, e acabei jogado no cárcere".

Contudo, em vez de José se entregar ao desânimo e ao profundo ressentimento, procurou esquecer o passado de sofrimentos e fixar os olhos no futuro que o Senhor tinha reservado para ele. José acreditou que aquele não era o seu fim, que o dia da virada de seu cativeiro chegaria. E Deus honrou a sua fé. No dia que Deus interveio, José saiu direto da prisão para o palácio. Tornou-se governador do Egito e foi usado como instrumento de bênção para muitas pessoas num tempo de seca e fome sobre a terra.

O Senhor também tem projetos e planos para você. Quero ministrar uma palavra profética e de encorajamento para a sua vida; lembrá-lo de que, seja qual for a forma que Deus escolha para abençoá-lo — por meio de um tratamento médico e medicamentoso, de um terapeuta, um aconselhamento ou uma intervenção poderosa dele —, a vitória virá!

Então, seja qual for o seu problema, ore agora em nome de Jesus, rogando ao Pai pela solução do mal que o aflige. A oração de um justo pode muito em seus efeitos! Oremos:
"Nosso Deus e Pai, na autoridade do nome de Jesus Cristo, repreendemos todo espírito de depressão e angústia. Que toda a obra do diabo seja desfeita agora e que a saúde física, emocional e mental seja restabelecida! Que o teu servo recobre o ânimo e a vontade de viver! Que o teu Espírito tome conta da mente e do coração deste que ora comigo, e ele seja impactado, transformado e guiado pela Tua Palavra, vivendo uma nova dimensão da Tua graça. Em nome de Jesus. Amém".

Após esta oração, repita o que é dito no Salmo 4.8: Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.

No outro dia, você poderá acordar e dizer com toda convicção: Deitei, dormi e acordei, porque o Senhor me sustentou (Salmo 3.5)!

Receba o renovo do Senhor! Rejeite a tristeza. Olhe para frente. Procure reconstruir a sua vida. Lute por seu futuro. Tenha convicção de que Deus preparou o melhor para você, que Jesus veio para que você tenha vida, e a tenha em abundância (João 10.10). Que Deus o abençoe, conceda-lhe a paz de Cristo, a saúde e a felicidade que só Ele pode proporcionar ao homem que o teme e anda em Seus caminhos!